2Junho2008

O Imediatismo

por: Alex Camillo em: Empreendedorismo; Gestão; Planejamento.

relógio

Há um tempo atrás li uma história muito interessante que gostaria de compartilhar com vocês.

Um jornalista contava que um amigo seu, texano daqueles de chapéu, foi visitar a Inglaterra. Não muito longe de Londres conheceu um castelo e ficou deslumbrado. O palácio, impondo-se aos prédios menores, o parque, com seus gramados e jardins imensos, tudo era perfeito.
De volta ao Texas, depois de ter conversado longamente com o dono do castelo, contratou um arquiteto e um agrônomo e os mandou para a Europa, pediu que copiassem tudo, até os mínimos detalhes.
Suas ordens foram cumpridas, e o texano reproduziu nos EEUU o castelo que conhecera no velho mundo.
Passado um ano, o texano ligou para o dono do castelo, queixando-se de que não ficara tudo igual. O europeu perguntou se ele seguira os projetos do arquiteto e ele respondeu que sim, os prédios estavam praticamente iguais. A grama, lamentou-se, a grama é que não tem jeito. Seu anfitrião do ano anterior perguntou se mandara fazer tudo conforme fora recomendado. Sim, tudo. Plantou a grama, como eu disse?, perguntou o britânico. Sim, plantei.
Pois bem, respondeu-lhe o amigo, agora irrigue todos os dias durante duzentos anos, e seu gramado vai ficar igualzinho ao meu.
Seria perfeito se quando abríssemos uma empresa, os lucros viessem logo no primeiro mês, mas sabemos que nem tudo são flores. Somos imediatistas sim, mas temos que estar preparados para os percalços da vida, aprender com erros, incorporar a lição e seguir adiante.
Mas e quando as idéias acabam? Atualmente, existem no mercado consultorias especializadas em várias áreas, como marketing, financeiras, recursos humanos, entre outros assuntos. Alguns pontos que posso ressaltar são:

  • Refazer a análise de mercado;
  • Refazer a estratégia do negócio;
  • Gestão de qualidade, treinamento de pessoal;
  • Pensar em novas manerias de captar recursos;
  • Estratégias de marketing;
  • Comunicação, divulgação da empresa.

24Maio2008

A Arte de Vender Serviços

por: Alex Camillo em: Gestão; Negócios; Planejamento; marketing.

sales

A venda de serviços, assim como a venda de produtos, a principal característica é: a capacidade de emocionar, encantar o cliente. A oportunidade de fazer o cliente imaginar-se usando aquilo, de usar toda a emoção e a razão para agregar valor, agora, encantamos alguém após atingirmos ou oferecermos 101%, ou mais, pelo mesmo preço.

“Você vende um processo”, diz o consultor Arão Sapiro. “A venda de serviços é diferente da venda de produtos porque é uma atividade, ou uma série de atividades, de natureza mais ou menos intangível.” O consultor lembra de que muitas dessas vendas consistem na interação entre cliente e prestadores de serviço (empregados ou terceiros, contratados) que aplicam seus recursos físicos ou sistemas para oferecer uma solução ao problema do cliente. É o caso de oficinas, massagistas, técnicos, médicos, contadores, hotéis, cinemas.

A maior dificuldade, ao oferecer e vender serviços, é entender as necessidades do cliente. “Devemos, além de conhecer o produto que oferecemos conhecer o nosso cliente e as suas reais necessidades”, diz Carlos Henrique Finochio, gerente comercial da Seguradora Roma. A venda de produtos começa pela prospecção de clientes, na venda de serviços é necessário criar uma magia, um carisma em torno do prestador de serviço ou do serviço propriamente dito. O próximo passo é a formação de network, criando uma comunidade de bons clientes para gerar testemunhos, como acontece nos bancos, e finalmente criar um eficiente sistema de atendimento e pós-acompanhamento.

Dilson dos Santos, coordenador do MBA em Marketing da Fundação Instituto de Administração – FIA, reforça a importância do lado do cliente: “É natural, quando você vende produto, que o consumidor tenha maior possibilidade de avaliar o risco da compra. Ele tem informações de caráter técnico e aspecto físico, assim é possível medir, testar, qualificar e comparar com a concorrência, já no serviço, como é intangível, fica mais difícil o consumidor fazer uma avaliação de maneira objetiva. Ele depende da informação de terceiros, da credibilidade e do reconhecimento da empresa que vende o serviço e do profissional que o atende. Se o risco na decisão de escolha do serviço é alto, o envolvimento do cliente na decisão será alto também. Ele vai pedir informações, conversar com o prestador de serviços, ouvir terceiros e consultar fontes que possam passar indicadores. Mas se o risco é baixo, a decisão pode ser mais rápida.”

Começando do começo – Claudius D’Artagnan Barros, diretor e fundador da PROPAR Gestão Empresarial e autor do livro Excelência em Serviços – Uma Questão de Sobrevivência, recomenda que o vendedor de serviços siga o ciclo PFAA. Veja:

» P de planejar – Planejar a venda de serviços significa começar prevendo a demanda. São técnicas de previsão fundadas em experiências passadas e atuais, para predizer o futuro. Ações de divulgação, campanhas de marketing e programas de fidelidade.

» F de fazer – A execução do trabalho em si.

» A de avaliação – O quanto o cliente está satisfeito com o serviço vendido.

» A de ação – Ações relativas à melhoria contínua ou ao ajuste das necessidades do cliente.

Arão Sapiro afirma que existe outro ponto fundamental na venda de serviço: o fato de que ela não termina na contratação. “O serviço pode ser cancelado, o desgaste entre as partes pode se tornar insustentável, o cliente pode alegar quebra de promessa, etc. Tudo isso implica que o vendedor de serviços deverá ficar constantemente monitorando a entrega, zelando pelo relacionamento e propondo futuros desdobramentos dos serviços e novos contratos.”

Dilson dos Santos explica como fazer essa monitoração e, ao mesmo tempo, evitar que o cliente procure a concorrência, através da utilização de cinco pontos estratégicos:
» Pessoas, os talentos que trabalham na empresa. “Você tem de ter um endomarketing permanente dentro da empresa, para que todos estejam envolvidos na operação de fazer quem está fora (o cliente) feliz.”

» Marcas, por onde os serviços serão conhecidos.

» Base de clientes fidelizada. O cliente fidelizado traz rentabilidade e uma série de vantagens para a empresa: indica a empresa para terceiros, permanece na sua base comprando mais, assegura um fluxo de caixa no tempo certo e reduz muito o custo operacional.
» Tecnologia da informação. Não apenas os relacionamentos e contatos feitos via internet, mas a própria maneira como os dados desses clientes são tratados, como se arquiva e se utiliza a informação sobre os clientes.
» Inovação. A necessidade de inovar constantemente e surpreender o mercado.

Lelia Mayrink diz que, além de gostar de pessoas, é preciso gostar de aprender e aprender rápido.

E o recado final fica por conta de Las Casas: “Para se destacar da concorrência no setor de serviços no Brasil é relativamente fácil. Preste o serviço prometido com qualidade. E você ficará conhecido em qualquer ramo que atue”.

Sobre

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Alex Camillo

Desenvolvedor web, 34 anos, formado em Gestão e Criação de Ambientes internet.

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